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“Il Trovatore” no palco do Theatro Municipal de SP

Mesmo habituado a ouvir grandes cantores líricos da atualidade, o maestro John Neschling entusiasmou-se com a performance do barítono paulistano Rodolfo Giugliani já no primeiro ensaio da ópera “Il Trovatore” e postou em sua página no Facebook: “Fiquei arrepiado de emoção. Giugliani nos encantou pela cor de sua voz, pela emissão igual em todos os registros e pela qualidade de seu fraseado.” 

A partir do dia 8, no Theatro Municipal de São Paulo, o cantor interpreta o Conde de Luna da ópera de Giuseppe Verdi, revezando-se no papel com o italiano Alberto Gazale, formado pelo Conservatório de Verona e considerado um dos mais talentosos barítonos da nova geração. 

Segundo Giuliani, o difícil na interpretação do conde é passar para a plateia a dualidade do personagem. “De um lado, mau, despótico e vingativo, características talvez formadas por sua própria história de vida”. Só para se ter uma ideia de sua complexa personalidade, o irmão do conde, quando bebê, foi raptado e jogado à fogueira por Azucena, mãe de Manrico, o trovador (il trovatore), que agora conquista a mulher que ele ama, Leonora. “De outro lado, porém, existe uma faceta romântica e doce, que se manifesta, sobretudo, na ária que eu mais gosto: ‘Il balen del suo sorriso’, que diz: ‘O brilho do seu sorriso supera o brilho de uma estrela; Dissipa o sol do seu olhar, a tempestade do meu coração. Oh! Leonora não pode ser de outro, mas apenas minha. Leonora é minha!’”, conta o cantor.

Neto de italianos, nascido e criado no bairro da Mooca, onde mora até hoje, Giugliani começou cantando em recitais de música italiana. Depois, ingressou no mundo da ópera, conduzido por seu mentor artístico, o cantor Benito Maresca. “Talvez a empatia que eu passe para o público seja devido à minha alegria de estar no palco e à naturalidade com a qual canto, como se estivesse numa cantina ou numa reunião familiar”, revela o barítono.  

Responsável pela concepção cênica da montagem, o italiano Andrea De Rosa optou por um “Il trovatore” de época, mas com traços de modernidade. Os trajes são assinados pelo romano Alessandro Ciammarughi. Ainda segundo Neschling no Facebook: “Murmura-se nos corredores do Municipal que os figurinos são os mais belos já realizados pelo nosso departamento de figurinos”. Dois elencos de solistas se revezam nas nove récitas da ópera, acompanhados pela Orquestra Sinfônica Municipal e com a participação do Coral Lírico Municipal de São Paulo. (Fonte: Prefeitura de São Paulo)

Serviço:| +10 anos. Duração: 150 min (com intervalo). Theatro Municipal de São Paulo. Pça Ramos de Azevedo, s/nº, Centro. Tel. 3397-0327. Dias 8, 11, 13, 15, 18, 20 e 22, 20h. Dias 9 e 16, 18h. R$ 40 a R$ 100

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