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O sequestro do secretário de cultura

A princípio parece uma crítica ao Poder Público, e é, mas não só isso. O sequestro do secretário de Cultura é uma peça realista e aborda sem culpa e sem censura a rotina e a crise de um grupo de teatro.

Tendo a política cultural como pano de fundo, a peça não perdoa ninguém; poder público, artistas e até o público são culpados pelo modelo cultural vigente no país.

De uma maneira leve e engraçada sem desprezar momentos dramáticos, a peça conduz o espectador a uma reflexão sobre o papel enquanto cidadão e o seu entendimento do que é cultura.

O texto aborda todos os elementos essenciais para uma discussão oportuna sobre conceito e estética, talvez merecesse aprofundar um pouco mais algumas questões.

Os atores estão afinados e em alguns momentos um ou outro se sobressai, mas estão entrosados. A direção é firme de alguém que já está tarimbado como é o caso de Manoel Jr. O sequestro do secretário de Cultura não é, mas pode vir a ser. Um conto aqui, um adendo ali, uma outra mudança acolá e a peça pode realmente extrapolar ao que se propôs e de repente virar um sucesso! Em tempos de discussões vazias, o sequestro do secretário de Cultura é bem-vindo. Que tenha vida longa.

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