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Todos os versos de Paulo Leminski

A obra poética do curitibano Paulo Leminski (1944-1989), de difícil classificação, já foi associada à herança passadista dos românticos – no sentido de tentar unir vida e arte num só pacote – e à vanguarda concreta dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos. No entanto, Leminski segue desafiando os teóricos. Não é nem mainstream nem underground.

Trata-se de um poeta genuinamente mestiço, filho de pai polonês e mãe negra, mais conhecido por ter escrito um livro igualmente inclassificável, Catatau (1975), em que René Descartes desembarca em Pernambuco durante o período do Brasil holandês e perde a razão ao tentar entender o País, não sem antes fumar uma erva esquisita.

A exemplo de seu Cartésio, o Descartes imaginário de Catatau, Leminski, também um erudito, passou a vida sem entender o Brasil. Bem que tentou, seja como professor ou autor de letras de canções populares, mas principalmente como poeta, como comprova a edição de Toda Poesia,  prevista para chegar `s livrarias no dia 28.

A obra reúne mais de 600 poemas do escritor, dos primeiros publicados, em edição artesanal, como “Quarenta clics em Curitiba” (1976) aos póstumos de “Winterverno”, de 2001.

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